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O poder pertence ao povo!
Tatame
Vermelho
Cartaz soviético de 1920: um soldado vermelho aponta para quem olha e pergunta se você já se alistou.
Dmitry Moor, 1920

Você já se alistou?

A esquerda precisa aprender a lutar.

Eles treinam. Eles se organizam. Eles ocupam as ruas. E nós? Defesa pessoal, preparo físico e organização popular, para que nenhum companheiro volte a apanhar sozinho.

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Quem somos

Trabalhadoras e trabalhadores que decidiram não ter mais medo.

Não somos academia, nem marca, nem partido. Somos uma frente popular: gente da cidade e do campo, da fábrica, da escola e da periferia, que fortalece o corpo e organiza a luta. Você não precisa saber lutar para entrar. Precisa querer aprender.

Organizar
Ninguém resiste sozinho. Juntamos os nossos em cada cidade do país.
Treinar
Defesa pessoal e preparo físico, de quem nunca treinou a quem já é mestre.
Resistir
Proteger os nossos: no trabalho, no ato, na rua e em casa.

A extrema direita treina. A esquerda precisa treinar também.

Enquanto a gente debatia, eles ocuparam academias, clubes e grupos de rua. Treinam para intimidar, para humilhar, para calar. A resposta não é o medo. É organização, preparo e coragem.

Eles

  • Treinam para intimidar.
  • Usam a força contra o povo.
  • Querem a gente com medo e sozinho.

Nós

  • Treinamos para proteger.
  • Usamos a força a favor do povo.
  • Queremos a gente forte e junto.

Fascista não passa. Nem na rua, nem no tatame.

Por quem a gente treina

  • Pela trabalhadora que volta tarde do serviço com medo de andar na rua.
  • Pelo jovem negro que é parado e humilhado todo santo dia.
  • Pelo companheiro agredido num ato, sozinho, sem ninguém do lado.
  • Pela professora ameaçada por ensinar a verdade.
  • Por quem apanha só por amar quem ama.
  • Por Marielle, por Marighella, por todos que tombaram lutando.

Nunca mais sozinhos. Quem se organiza e treina não se curva.

Cartão construtivista da Spartakiada de 1928, com atletas e soldados em fotomontagem.
Gustav Klutsis, Spartakiada de 1928

Corpo forte é ferramenta de luta

Defesa pessoal não é violência: é o direito de voltar vivo para casa. O patrão lucra com o nosso cansaço. A gente transforma o corpo em resistência.

Defesa
Saber sair de uma agressão e proteger quem está do seu lado.
Fôlego
Aguentar a jornada dupla, a marcha inteira, o ato que vira madrugada.
Confiança
Quem treina junto confia um no outro. E confiança vira organização.

Quem lutou antes de nós

Retrato de Olga Benário Prestes.

“Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo.”

Olga Benário Prestes, carta de despedida, 1942. Militante comunista, entregue pelo governo Vargas aos nazistas, morta num campo de extermínio.
  • Retrato de Carlos Marighella nos anos 1940.

    “É preciso não ter medo, é preciso ter a coragem de dizer.”

    Carlos Marighella
  • Che Guevara de boina, na famosa foto de Alberto Korda, 1960.

    “Sejam sempre capazes de sentir no mais fundo qualquer injustiça, contra qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo.”

    Che Guevara, carta aos filhos, 1965
  • Retrato de Dolores Ibárruri em 1936.

    “¡No pasarán!”

    Dolores Ibárruri, Madri, 1936

Somos do Sul.

Do Haiti à Palestina, de Cuba a Angola: quem enfrentou o império sabe que liberdade se conquista.

A luta sempre foi política

O povo brasileiro nunca aprendeu a lutar por esporte. Aprendeu para não morrer.

  1. 1835
    Pintura de Rugendas mostrando uma roda de capoeira com pessoas negras escravizadas.

    A capoeira disfarçada de dança

    Arte de luta de gente escravizada, proibida por lei em 1890. Sobreviveu porque o povo não deixou morrer.

  2. 1910
    João Cândido lendo o manifesto da Revolta da Chibata, em 1910.

    A Revolta da Chibata

    Marinheiros, quase todos negros, tomam os navios de guerra no Rio contra o castigo da chibata. João Cândido, o Almirante Negro, lidera e acaba com a chibata na Marinha.

  3. 1917
    Orador falando a uma multidão de operários durante a greve geral de 1917, em São Paulo.

    A greve que parou São Paulo

    A polícia mata o jovem sapateiro José Martinez. No dia do enterro, a cidade inteira cruza os braços.

  4. 1925
    Os comandantes da Coluna Prestes reunidos, por volta de 1925.

    A Coluna Prestes

    Rebeldes marcham 25 mil quilômetros pelo interior do Brasil por mais de dois anos, e nunca são derrotados.

Agora é a nossa vez.

As fileiras estão abertas.

Nenhum estado no mapa ainda. Seja o primeiro do seu.

Quanto mais escuro o estado, mais combatentes. O seu está fraco? Chame mais um.

Pôr o meu estado no mapa

Aliste-se.

Ninguém resiste sozinho. Cinco perguntas e você está dentro. Sem CPF, sem endereço. Seu nome e seu celular ficam em segredo.

Nunca treinou? Escolha “Ainda não luto”. Toda luta começa pelo primeiro passo.